Oi, venho aqui vez o outra... sei que demoro a atulizar meu blog. Faz tempo também que não escrevo algo novo... Isso exige uma serenidade que no momento não tenho. Espero que gostem deste texto, que escrevi no mesmo dia do anterior !
Correr para não correr
Quando era criança fazia justiça a expressão "andar correndo", eu corria até a padaria para
comprar o pão e o leite do café da manhã, corria até o mercado, corria para ir na casa dos
meus amigos...
As vezes eu tentava simplesmente caminhar, mas bastava me distrair e lá estava eu correndo
!
Como a maioria das crianças corria atrás da bola, corria atrás da pipa.
Corria p´rá me esconder no pique-esconde, corria p'ra pegar no pique-tá.
Na brincadeira de taco corria atrás da bolinha de borracha ou botava alguém para correr
quando acertava uma bela tacada.
Até jogando bola de gude corria, bastava alguém gritar: Olha o Rapa !
Dia das crianças e de São Cosme e Damião lá estava eu correndo, desta vez atrás de doce.
Corria da escola para casa, pros braços dos meus pais.
Corria da chuva e até de cachorro eu corria !
As crianças de hoje continuam correndo...
Correm da policia, correm do bandido.
Correm p'ra se esconder dentro de casa e para fora da casa fugindo do alagamento,
desmonoramento e da seca.
Correm da fome !
Correm p'ra não apanhar, correm p´ra bater. Para formar o arrastão ou para não serem
arrastadas.
Correm de um lado para o outro, correm para sobreviver.
Agora corro novamente, na direção contrária... na contramão da sociedade que simplesmente
ignora o que é, muitas vezes, a última corrida destas crianças.
Preciso correr, antes que seja tarde demais.
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