Ano passado surgiu um concurso literário onde o autor deveria enviar um conto ambientado no RJ. Buscando inspiração lembrei da música "Arcos" do Biquini Cavadão. Quando ouço uma música, extrapolo os verso do autor ao recriar na minha imaginação o ambiente da música, os personagens, suas vidas, etc. E foi isso que fiz com Arcos... Tinha também ao meu lado a vantagem de no caminho casa x trabalho x casa passar pelos locais onde o meu conto seria ambientado. Espero que o Bruno perdoe o que fiz com seus versos e receba como uma homenagem de fã !
Vou colocar o conto em capitulos, pois o espaço aqui é reduzido...
"O que restou dos obeliscos, fontes pontes sobre o rio
O que restou dos bustos, dos arbustos
E principalmente, o que restou de tanto amor ?
Só um centro vazio..."
Fonte do Amores (parte I):
Nossos momentos? O que restou de todos os nossos momentos? Não fazia mais distinção entre o início e o fim da frase depois que a recebi, palavra por palavra, em uma noite em que a chuva não amenizava o calor do verão.
Não podia sequer ser considerada uma oração, entretanto a frase que nem sujeito tinha, encontrava dentro da sua estrutura composta por artigos, preposição, verbo, substantivo e pronomes - que pareciam descrever meus sentimentos ao ouvi-la (interrogativo, indefinido e possessivo) -, a energia necessária para permanecer viva na minha mente do amanhecer ao pôr-do-sol do pôr-do-sol ao amanhecer.
Eu, um professor de física, estava diante de um sistema que verdadeiramente conservava sua energia durante todas as mudanças de fase que sucederam àquele dia: perplexidade, tristeza, depressão, angústia e solidão.
continua...
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